domingo, 16 de setembro de 2012

DUDA - Publicado em 25 de agosto de 2012




















RECEBI O CONVITE DE RICARDO GOTHE PARA CONTAR A MINHA ESTÓRIA NO GOTHE CROMO GOL E ACEITEI NA HORA, ENTÃO VAMOS LÁ....

MEU NOME É EDUARDO DE OLIVEIRA DOS SANTOS, SOU CONHECIDO POR TODO MUNDO COMO DUDA. TRABALHO NA EMPRESA BRASILEIRA DE CORREIOS E TELÉGRAFOS EM RIO GRANDE/RS. TENHO 38 ANOS E SOU CASADO.

TUDO COMEÇOU NOS ANOS 80 QUANDO EU JOGAVA “PANELINHA” COM MEU IRMÃO (NITO) E COM MEUS AMIGOS DA VIZINHANÇA, DEPOIS OS ANOS FORAM SE PASSANDO E PASSEI A JOGAR COM BOTÕES PUXADORES ONDE EU COMPRAVA NO NECA ESPORTE E NO CHICO ESPORTE. CONHECI UM CARA CHAMADO GIOVANI, QUE TINHA UMA MESA DA REGRA GAÚCHA E CONVIDOU A GURIZADA PRA FAZER UM CAMPEONATO COM UNS 12 PARTICIPANTES. FOI EM DOIS FINS DE SEMANA SEGUIDOS. CONSEGUI UM TIME EMPRESTADO DA BÉLGICA, DE 3 CAMADAS. JOGUEI O CAMPEONATO, FUI PRA FINAL COM O GIOVANE, ELE FRANCO FAVORITO, MAS CONSEGUI GANHAR DO CARA, NÃO LEMBRO O PLACAR , MAS O CARA FICOU PUTO DA CARA! ENTÃO DEPOIS DEI UM TEMPO NO BOTÃO.

COM MEUS 14 ANOS, ESTAVA NA OITAVA SÉRIE DO JUVENAL MULLER E A ALGUM TEMPO SEM JOGAR, CERCA DE 3 ANOS. NUM BELO DIA, EU E O NITO (MEU IRMÃO) PASSÁVAMOS NA RUA NAPOLEÃO LAUREANO (ESTÁVAMOS INDO NA LIVRARIA) QUANDO EU OLHO UMA PORTA ABERTA QUE DIZIA”SPORT CLUB RIO GRANDE/DEPARTAMENTO DE FUTEBOL DE MESA” E NA SALA 5 MESAS GIGANTES DE BOTÃO E UNS CARAS JOGANDO. NÃO DEU OUTRA: ENTRAMOS PARA AVERIGUAR A SITUAÇÃO. SIMPLESMENTE FICAMOS PERPLEXOS COM AQUELA SITUAÇÃO, FALAMOS COM O PESSOAL QUAL ERA O DIA EM QUE SE JOGAVA E COMEÇAMOS A FREQUENTAR OS DIAS DE RODADA. LEMBRO-ME QUE COMEÇEI A JOGAR COM UM TIME DO “BECKER” QUE MEU PAI FOI A PELOTAS BUSCAR PRA MIM E PRO MEU IRMÃO. LEMBRO-ME QUE O TIME ERA RIDÍCULO, COLADO EM TRÊS CAMADAS. DEPOIS FIZ NEGÓCIO COM O TIME, E COMPREI UM TIME DO “BRITO” QUE ERA O QUE TODOS JOGAVAM E FIQUEI BEM MAIS COMPETITIVO. FOI NO SPORT CLUB RIO GRANDE QUE CONHECI 2 PESSOAS QUE HOJE JOGAM FORA DA CIDADE, MAS QUE TENHO UM GRANDE CARINHO E UMA GRANDE AMIZADE ATÉ HOJE E ESPERO QUE PARA SEMPRE. DOIS AMIGÕES DO PEITO, SÃO ELES MAURÍCIO FERREIRA (CHAMBINHO) E CRISTIAN GONÇALVES BAPTISTA( ESTE PRA MIM , O MAIOR FECHADOR DE PORCO DO UNIVERSO). QUERO AQUI DESEJAR UM ABRAÇÃO PRA ESSAS DUAS FIGURAS. CONHECI FIGURAS COMO O LENDÁRIO RONIR RODRIGUES DE OLIVEIRA, MARIO CONSTANTINO FILHO(MANÉ), ÉVERTON PASSINHA,ÁUREO, SÉRGIO GONÇALVES, MÁRIO FERNANDO RIBEIRO, ENTRE OUTROS. NAQUELE TEMPO EXISTIAM DUAS ASSOCIAÇÕES. O SCRG LIDERADO POR LUIS ALFREDO DE BOER E A ARFM LIDERADA POR CLAIR MARQUES .OS DOIS SE ODIAVAM NAQUELE TEMPO.LEMBRO QUE UMA VEZ NO CITADINO, O CLAIR DEU UM “TABEFE” NA CARA DO SAPO QUE ERA O JUIZ DO JOGO DO PRÓPRIO CLAIR COM O BALDINO DO SCRG. O SAPO DEU 5 MINUTOS DE DESCONTO E O CLAIR VIROU BICHO! COMEÇEI A DESPONTAR EM 90 QUANDO GANHEI O FRONTEIRÃO EM SANTANA DO LIVRAMENTO, BATENDO NA FINAL O PAULO SHEMES POR UM A ZERO, O CARA ME DEU UM CALOR EM TODO O JOGO, JOGAVA MUITO. ME DEU UMA CHANCE E EU GUARDEI. ESSE JOGO EU NUNCA MAIS ME ESQUECI. ME LEMBRO QUE O “DE BOER” CHORAVA DE ALEGRIA, SAUDADES DO GORDO. EM SEGUIDA FUI JOGAR O MERGULHÃO EM SANTA VITÓRIA DO PALMAR E GANHEI TB, BATENDO O SÉRGIO PIEROBON PELO PLACAR MÍNIMO. UM FATO BIZARRO EM 90 FOI O CAMPEONATO DE ABERTURA DA AFUMERG QUE ACONTECEU NA FÁBRICA DE CORDAS. NA PRIMEIRA FASE FIZ UMA MARMELADA COM O CHAMBINHO PRA TIRAR O SILVIO FORA(O SILVIO ERA CRIA DA ARFM JUNTO COM O DOUGLAS, O PARADA, O BIGODE, O ALAM, O MÁRCIO MACHADO.EU ODIAVA O SILVIO E CIA. TUDO ISSO ERA POR CAUSA DO DE BOER QUE FAZIA A NOSSA CABEÇA.A MINHA TURMA ERA EU, O CRISTIAN, O KASKETE, O JUAREZ, O MEDUZA, O CHAMBINHO, A VACA,ETC.

















EM 90 JOGUEI MEU PRIMEIRO ESTADUAL E FUI ELIMINADO NA PRIMEIRA FASE. TAMBÉM JOGUEI O PRIMEIRO ESTADUAL DE EQUIPES EM SANTA VITÓRIA DO PALMAR,ONDE FOMOS VICE CAMPEÕES PERDENDO A FINAL PARA A AFUMEPA. NOSSA EQUIPE ERA EU, RONIR, GEISON(FILHO DO MANOEL QUE FAZ BOTÕES) E O JÉFERSON MAISONAVE. EM 91 ESTAVA EM ÓTIMA FASE E EM JAGUARÃO FIQUEI NAS QUARTAS DE FINAIS ONDE FUI ELIMINADO NOS PENALTIS PELO LUIS RODALLES.NO EQUIPES DE 91 EM PELOTAS LEVAMOS O S.C. RIO GRANDE AO TERCEIRO LUGAR NO EQUIPES. NOSSA EQUIPE ERA EU , IVAN RIBEIRO, VALTER FUÃO E O SANDRO ALMEIDA(XIMBICA). LEMBRO QUE NESSE CAMPEONATO O XIMBICA VINHA DESCENDO AS ESCADAS DO HOTEL, ESCORREGOU E SAIU ROLANDO ESCADA ABAIXO, FICOU TODO REBENTADO. LEMBRO QUE EU , MEU IRMÃO, CRISTIAN, CHAMBINHO, CASQUETE, SAPO, MEDUZA, AMEBA, DIOGO, KIBE, TERROSO(VACA) PASSÁVAMOS TODAS AS NOITES DE SÁBADO PRA DOMINGO FAZENDO CAMPEONATO, O FAMOSO “MEDUZÃO”. A GENTE ERA MUITO FOME!TE LEMBRA CRISTIAN ? NÓS NA CASA DO KASKETE CHEIRANDO AS CALCINHAS DA IRMÃ DELE ? TE LEMBRA CHAMBINHO? O KASKETE LOUCO PRA “PASSAR UM FAX” LÁ EM CASA, E EU SÓ DE RUIM NÃO DEIXEI E TU TIVESTES QUE LEVAR NA CASA DA TUA TIA? ISSO EU NUNCA ESQUECI! E OS CAMPEONATOS DE COPO D’ÁGUA NO SCRG? A VACA(TERROSO) TOMOU 32 COPOS D’ÁGUA VENCENDO O CAMPEONATO E DEPOIS FOI NO BANHEIRO VOMITAR TUDO....

OUTRO FATO MARCANTE FOI A VOADORA QUE O SANDRO DEU NO JORGE VELHO DENTRO DA SEDE, PEGOU O CARA PELAS COSTAS E QUASE ALEIJOU O JORGE VELHO.

EM 94 JOGUEI A TAÇA RS EM RIO GRANDE E FIQUEI EM TERCEIRO LUGAR, O CRISTIAN VENCEU. TB EM 94 GANHEI MEU PRIMEIRO ESTADUAL DE EQUIPES PELO S.C.R.G JUNTAMENTE COM O CRISTIAN, O JUAREZ E O KASKETE.LEMBRO QUE NA SEMIFINAL, PERDÍAMOS POR UM A ZERO E EM 5 MINUTOS VIRAMOS PRA 2 A 1. FANTÁSTICA CONQUISTA!

















FOI QUANDO EU PAREI DE JOGAR ATÉ 99, ACHEI QUE NÃO IRIA MAIS JOGAR.NO ANO 2000 VOLTEI A JOGAR , DESSA VEZ DEFENDENDO AS CORES DA AFUMERG. JOGUEI ALGUNS JOGOS E EM SEGUIDA PAREI DE NOVO. ESTAVA PERDENDO O TESÃO DO JOGO, MAS RESOLVI CONTINUAR JOGANDO.

EM 2002 FUI CAMPEÃO DA AFUMERG, NO ESTADUAL DE 2002 EM BAGÉ CAÍ NAS QUARTAS DE FINAL PERDENDO PARA JULINHO DE PASSO FUNDO POR 2 A 1.

EM 2003 NO ESPECIAL NO GRÊMIO FIQUEI EM QUARTO LUGAR, O CRISTIAN FOI O CAMPEÃO. TB EM 2003 FUI BI CAMPEÃO DE EQUIPES EM PELOTAS PELA AFUMERG JUNTAMENTE COM CRISTIAN, ALEX DEGANI E SANDRO AZEVEDO. LEMBRO QUE QUANDO TERMINOU O CAMPEONATO NO SÁBADO À NOITE O AZEVEDO PEGOU O TROFÉU E FOI EMBORA PRA RIO GRANDE, NÃO QUIS COMEMORAR COM A GENTE E LARGOU FORA!EM PELOTAS FUI VICE- CAMPEÃO CENTRO SUL BRASILEIRO SENDO BATIDO PELO MEU IRMÃO E CARRASCO ALEX DEGANI NOS PENALTIS.

















EM 2004 FOMOS QUARTO COLOCADO NO GREMIO NO EQUIPES. A EQUIPE DA AFUMERG ERA DUDA, ALEX, MICHEL E JORGE VELHO. UM FATO MARCANTE FOI QUANDO JOGÁVAMOS CONTRA A AFUMEPA, NO MEIO DA PARTIDA O JORGE VELHO TEVE UMA “VISÃO” DA MÃE DELE E FOI CHORANDO AO BANHEIRO, EU FUI ATRÁS DELE E IMPLOREI PRA ELE VOLTAR E CONTINUAR O JOGO, ELE PERTURBADO VOLTOU E JOGOU. A GENTE QUASE PERDEU DE WO. OUTRO FATO FOI A DECISÃO NA SEMIFINAL QUE FOI PROS PENALTIS E O MICHEL ERROU OS TRÊS PRIMEIROS SEM SEQUER TOCAR NA BOLINHA. TREMEU QUE NEM VARA VERDE!

EM 2005 NO ESPECIAL EM PELOTAS NOVAMENTE CAIO NAS QUARTAS DE FINAL, DESSA VEZ LEVEI UM GOL DO JONI FALTANDO TRÊS MINUTOS PARA ACABAR, EU JOGAVA PELO EMPATE, E TOMEI UM GOL DO PONTEIRO DELE QUE A BOLA SAIU ROLANDO INDO PRA FORA, BATEU NO ZAGUEIRO E MAL PASSOU A LINHA DO GOL.....FOI BRABO!!! MAS TB EM 2005 FUI BUSCAR MEU TRI CAMPEONATO DE EQUIPES COM A AFUMERG EM PELOTAS COM ALEX DEGANI, MICHEL E SANDRO ALMEIDA. LEMBRO QUE PERDÍAMOS A SEMI FINAL PRO COP E JOGÁVAMOS POR UM EMPATE. FIZ UMA JOGADA A 5 MIN DO FINAL NO FALECIDO NILSON E EMPATEI O JOGO, GARANTINDO A EQUIPE NA FINAL.

EM 2006 EM BAGÉ NO ESPECIAL, PAREI DE NOVO NAS QUARTAS DE FINAL DESSA VEZ NO SILVIO, QUE FOI O CAMPEÃO. NESTE ANO EU JÁ ERA O TRI CAMPEÃO DA AFUMERG, MAS ESTAVA DESCONTENTE COM A DESORGANIZAÇÃO DAS RODADAS, EU CHEGAVA LÁ PRA JOGAR, IA DE ÔNIBUS, NÃO ME LIGAVAM , EU CHEGAVA LÁ E NÃO JOGAVA, PERDIA A VIAGEM VÁRIAS VEZES. ISSO FOI ME DESGOSTANDO, ALÉM DISSO, UM GRANDE AMIGO MEU TINHA SE DESLOCADO PARA A ARFM(ALEX DEGANI)E JÁ ESTAVA ME BOTANDO “PILHA” PRA MIM JOGAR COM ELES....NÃO DEU OUTRA, FUI JOGAR LÁ....

FOI NA ARFM QUE CONHECI OUTRAS GRANDES PESSOAS COMO O SANDRÃO, O ADEMIR, O BUZINA, O GUGA, O CRISTIANO CALABRESA E OUTROS. MAS EU TENHO 3 AMIGOS QUE PRA MIM SÃO DIFERENCIADOS, ESSES CARAS SÃO DE UM VALOR PRA MIM MUITO SIGNIFICATIVO, NÃO SÃO IRMÃOS DE SANGUE, MAS SIM DE CORAÇÃO. O ALEX, UM CARA PODRE DE MASCARADO O QUAL TENHO UMA PROFUNDA AMIZADE E DIGO; SÓ QUEM CONHECE BEM ELE SABE DO QUE ESTOU FALANDO. OUTRO É O SILVIO, UM CARA PEQUENO, MAS DE CORAÇÃO ENORME(FORA AQUILO QUE VCS SABEM) E QUE ERRA MUITAS VEZES POR SER BOM DEMAIS COM OS OUTROS.TE AMO, ANACONDA!!!

E O OUTRO CARA É SIMPLESMENTE GENIAL!!! É O CARA, JOÃO PAULO GARIMA, O JOTA BAÍA! ESSE NÃO TEM COMENTÁRIOS, CONHEÇO ELE HÁ MENOS TEMPO, MAS PARECE QUE SÃO SÉCULOS DE AMIZADE. TENHO CERTEZA DE QUE OS TRÊS SABEM DO PODER DA NOSSA AMIZADE QUE PRA MIM PASSA POR CIMA DE TUDO E DE TODOS. AMO VOCÊS!!!

EM 2007 JÁ PELA ARFM JOGUEI O ESTADUAL ESPECIAL EM RIO GRANDE, PROMOVIDO POR NÓS, E ADIVINHEM.....SAÍ NAS QUARTAS DE NOVO, DESTA VEZ NOS PENALTIS PARA O ALESSANDRO ROSA , EXÍMIO BOTONISTA DA ARFM.

EM 2008 NO ESTADUAL ESPECIAL EM PELOTAS, BATI NA TRAVE DE NOVO E FUI VICE CAMPEÃO ESTADUAL EMPATANDO A FINAL COM ALEX DEGANI, QUE TINHA A VANTAGEM DO EMPATE . NO ESTADUAL DE EQUIPES EM PASSO FUNDO DO MESMO ANO LEVAMOS MODÉSTIA PARTE PRA MIM, A MELHOR EQUIPE DE TODOS OS TEMPOS. E NÃO DEU OUTRA. NOSSA EQUIPE ERA DIFERENCIADA. DUDA, ALEX, SILVIO E ALESSANDRO. LEMBRO QUE QUANDO FOMOS JOGAR CONTRA O GREMIO, O BRENO QUE JOGAVA NO GREMIO JUNTOU TODO O QUARTETO GREMISTA E FALOU. SEGUREM O JOGO QUE EU VOU PRA CIMA DESSE TAL DE “ALESSANDRO”.....COITADO....NÃO CONHECIA A CRIANÇA. LEVOU 7 DO ALESSANDRO.

















EM 2009 NA TAÇA RS EM PORTO ALEGRE NOVAMENTE BATI NA TRAVE E FUI VICE CAMPEÃO PERDENDO A FINAL PARA O MARCELO MALLET QUE JOGAVA PELO EMPATE. DETALHE QUE LEVEI UM GOL NA COMPETIÇÃO, O DA FINAL. TB EM 2009 FOMOS AO RIO DE JANEIRO REPRESENTAR A ARFM NO BRASILEIRO DE CLUBES, CHEGAMOS COMO FAVORITOS, FIZEMOS TUDO CERTO ATÉ A FINAL CONTRA A PORTUGUESA CARIOCA.FOMOS “GARFEADOS”, MUDARAM O REGULAMENTO QUANDO CHEGOU A FINAL E AINDA POR CIMA TROCARAM OS EMPARELHAMENTOS DA SEMI-FINAL , ME TIRARAM PRA PATO E SE FERRARAM.NO JOGO FINAL CONTRA A PORTUGUESA, TODOS OS TRÊS TIVERAM UM CHUTE PRA MATAR NO FINAL DO JOGO. EU ERREI UM CHUTE NUM PORCO NA LATERAL DO ATAQUE, O SILVIO ERROU TB O CHUTE, E O PIOR FOI O ALEX QUE ERROU UM DOIS LANCES COM A BOLA NA MEIA LUA, CHUTANDO NA TRAVE. NÃO ERA PRA NÓS, ACABAMOS PERDENDO NOS PENALTIS PRA ELES. FOI A MAIOR DERROTA DA MINHA VIDA....

EM 2010 FOMOS AO BRASILEIRO DE CLUBES NO ESPÍRITO SANTO, CHEGAMOS À FINAL CONTRA A ACADEMIA DE PELOTAS. JOGÁVAMOS PELO EMPATE, MAS O ALEX PERDIA POR 2 A 0 PARA O MATHEUS PIEROBOM, O SILVIO EMPATAVA COM O AUGUSTO E EU EMPATAVA COM O VINHAS. ME ATIREI AO ATAQUE E FALTANDO 5 MINUTOS , LANÇO UMA BOLA NA ZONA MORTA DO ATAQUE PRO PONTEIRO, O VINHAS TENTA COBRIR MAS SOBRA MEIA BOLA. É ESSA, PENSEI....CHUTEI, SAÍ GRITANDO E O ALEX CAI NO CHÃO CHORANDO QUE NEM CRIANÇA MIJADA. FOI A GLÓRIA! CAMPEÕES BRASILEIROS!!!!

O ANO DE 2011 FOI UM ANO HISTÓRICO PRA MIM. NO BRASILEIRO INDIVIDUAL EM RECIFE, FIQUEI NA SEMI FINAL TOMANDO UM GOL A BATER FALTANDO 3 MINUTOS. NO BRASILEIRO DE EQUIPES FOMOS BI CAMPEÕES EM RECIFE. NO CAMPEONATO INTERNO DA RIOGRANDINA, VENCI AS 5 ETAPAS E FUI CAMPEÃO FALTANDO TRÊS ETAPAS PRA ACABAR. E O MELHOR DE TUDO FOI SABOREAR O MEU PENTACAMPEONATO ESTADUAL DE EQUIPES EM PORTO ALEGRE COM O ALEX, SILVIO,MICHEL E JOÃO. E PARA COROAR O ANO DE 2011 FUI CAMPEÃO ESTADUAL INDIVIDUAL EM PELOTAS BATENDO O CARECA NA FINAL POR UM A ZERO. DETALHE QUE NÃO TOMEI NENHUM GOL NOS 12 JOGOS. GANHEI TB DA FEDERAÇÃO GAÚCHA O TROFÉU DE DESTAQUE DE 2011.

NESTE ANO DE 2012 COMECEI A JOGAR LISO GANHANDO UM TIME DE PRESENTE DO ALEX. COMECEI OS PRIMEIROS PASSOS NO LISO E JÁ SÓ PRO COMEÇO FUI A CAXIAS DO SUL E FIZ UM GRANDE CAMPEONATO ESTADUAL, SENDO VICE -CAMPEÃO PERDENDO A FINAL ADIVINHA PRA QUEM? PRO ALEX, O CARA É MEU ALGOZ.....VAI PRO INFERNO ALEX!!!

EM SETEMBRO VAMOS A CASCAVEL TENTAR TRAZER O TRI CAMPEONATO BRASILEIRO DE CAVADOS E QUEM SABE O INÉDITO TITULO DO INDIVIDUAL. EM NOVEMBRO VAMOS À BAHIA JOGAR O EQUIPES E O INDIVIDUAL DE LISOS. ESTOU NA ANSIEDADE ESPERANDO.

QUERO AQUI MANDAR UM ABRAÇÃO PRO ALAN, OUTRO CARA FANTÁSTICO QUE EU CONHECI NA QUARTA, QUINTA OU SEXTA SÉRIE NO JUVENAL MULLER, QUE EU NUNCA MAIS TINHA VISTO. UM CERTO DIA EM PORTO ALEGRE NUM CAMPEONATO ESTADUAL, EU ENTREI NO POSTO DE GASOLINA PRA COMPRAR REFRI E ME DEPAREI COM ESSA FIGURAÇA. FIZ ELE IR AO CAMPEONATO E NÃO DEU OUTRA. O “BUNECO VOLTOU A JOGAR” !!!! ALAN, TU TB TÁ AQUI NO MEU CORAÇÃO, PARCERIA !!! SÓ FICA TRANQUILO QUE EU SEI QUE TU TÁ QUEBRADO, PASSANDO POR UMA CRISE FINANCEIRA, MAS AS COISAS VÃO MELHORAR PRA TI MEU PARCEIRO!

BOM, VOU TERMINANDO AQUI, ABRAÇO A TODOS!!!

* Todas as imagens cortesia by Duda

AUGUSTO NEDEL - Publicado em 14 de julho de 2012



















Meu nome é Augusto Torres Nedel.  Nasci no sempre frio 09 de junho, do ano de 1983 em Passo Fundo – RS. Sou o filho caçula da família, tendo um “único” irmão, embora haja suspeitas que Grilo e Gilvani também o sejam. Hoje sou casado e tenho dois filhos, o Guilherme e o Rafael. Adoraria que os dois futuramente jogassem conosco.

Amigos, a minha história botonística começou através do meu irmão e seus amigos, pois com eles participei dos meus primeiros campeonatos de puxadores. Eu era terrível! O desafio do melhor da turma era me fazer 20 gols sem levar nenhum. Eu nunca fazia um gol no cara! Muitos gostavam de jogar comigo e nem preciso dizer o porquê.

No ano de 1995 conheci os amigos Bruno Vieira e Marcelo Vinhas. Eu havia trocado de turno no colégio um ano antes e passei a ter muito tempo livre durante às tardes, sendo que numa delas resolvi dar uma volta no meu bairro ver se encontrava algum conhecido na rua. Foi então que encontrei um grupo de abobados que naquele dia jogavam bola, sendo que a maioria deles era da minha idade. Passei a persegui-los por todo bairro para tentar me enturmar, e foi o que aconteceu. Não demorou muito para o assunto botão vir à tona, pois eles eram viciados!

Resolvi convidá-los para um jogo lá em casa, no “estrelão” do meu irmão. Meus botões eram muito piores que os deles, e eu era ainda pior em relação a eles do que ao meu irmão e seus amigos, sem contar que eles me enganaram em várias trocas de botões e o saldo só não foi pior porque eu não tinha nada muito bom para negociar.

Viramos bons amigos, entrei para o time de futebol da zona e até fui estudar no mesmo colégio do Bruno. Era uma nova e boa época de minha vida, com futebol, taco, bicicleta, sacolé, futebol de novo e muito botão.

Logo me interessei em jogar na APFM junto com meus amigos. O Bruno me vendeu um time amarelo e preto muito ruim, mas para a minha bolinha e disponibilidade de caixa estava excelente. Ainda lembro que o time custou R$ 40,00, parcelado. Com esse time, ainda em 95, joguei o hexagonal final campeonato juvenil da APFM, tendo conseguido uma ou duas vitórias.

Em 96 começamos jogando um Torneio Sub 16, organizado pelo Osmar. Fui muito bem no torneio, ficando em quarto lugar, atrás apenas de Vinhas, Bruno e Tiago Pierobom, era o meu 1° troféu. Nesse mesmo ano também joguei a 1°divisão da APFM me classificando para jogar na Divisão Especial em 97 após a saída de vários botonistas. Também joguei alguns torneios da FGFM como o Estadual Juvenil e o Estadual Especial de 97, no qual consegui pescar uma vaga.

No Juvenil, realizado em Bagé, caí na 2ª fase. A viagem foi muito boa com as trapalhadas do Sinval, a rivalidade com Zé Vitor, a amizade com o Bruno e as palhaçadas do Ochôa, que era o responsável por nós. Ochoa foi quem mais torceu, ajudou e batalhou para que jogássemos botão, devemos bastante ao nosso velhinho retranqueiro (hehe). O Guido levava para esse campeonato algo como uma dúzia de guris extremamente competitivos, sendo que a final foi jogada entre dois deles.

Fui ao Estadual Especial na companhia de Aldyr, Bruno, Osmar, Vinhas e outros. Lá conheci várias figurinhas das quais até então só conhecia suas histórias e estava louco para vê-los jogar. Caí na 2ª fase diante de Leandrinho e outros dois que não lembro. Naquele Estadual tive a oportunidade de jogar na 1ª fase com o campeão Alex, tomei 2x1 e fiquei impressionado com o jogo dele.

Mais para frente, joguei tudo que é campeonato que aparecia, inclusive um Torneio de Verão em Tramandaí, na companhia de Bruno e Zé Vitor. Lá tomei outra aula de futmesa, dessa vez de Claudio Schemes, mas o jogo foi 1x1. Joguei também o Torneio de Aniversário do GEVI, esse foi o 2° torneio em que apareci nas fotos, após fazer a final com o falecido Teixeira, de Bagé, tendo perdido o jogo por 2x1. Fato curioso foi eu ter vencido o mesmo Teixeira na 1ª fase por 5x0, já demonstrando algum descontrole emocional. Outro jogo semelhante foi uma final da Primeira Divisão da APFM contra o Edson Sapo, na qual eu tinha a vantagem do empate, saí vencendo e deixei ele fechar um “porco” no qual tomei o gol de empate. O volante que não chegou na jogada foi punido ao final do jogo. Ao estilo Nalbandian, dei um soco bem no meio dele, que por ali ficou esmigalhado.

Em 2000 foi o 4° colocado no Estadual Júnior. Esse foi o meu primeiro ano sem os amigos Bruno, Zé Vitor e Marcelo Vinhas, mas continuei junto de meus affairs, Marcelo Cepel e Paulinho Malhão.

2001 e meu primeiro e único grande título individual. Fui campeão Centro-Sul Brasileiro em Florianópolis, com direito a gol antológico nas quartas contra Rodrigo, um jogaço contra Piruka e uma grande e conturbada final contra Jefferson. Ganhei todas essas partidas nos pênaltis e devo esse título ao Bruno, grande amigo e conselheiro.

2004 – Ótimo ano, Campeão Estadual por Equipes com aquele timaço da APFM, que quase não jogou por causa do uniforme. Fui também 4° lugar nos Estadual Especial.

Em 2007 fui jogar na Academia. Por adorar a APFM, fui com o coração partido, mas acreditava que mudar de ares poderia ser uma decisão acertada, e realmente foi. Na Academia demorei um pouco para me enturmar, mas aos poucos fui fazendo grandes amigos e admirando cada vez mais o grupo fantástico que temos. Nesse ano fiquei em 3° no interno dos lisos.

Em 2008 fomos vice do Equipes em Passo Fundo em um grande campeonato. Em 2009 fui campeão do Torneio Início, e ao fim do ano montávamos uma grande equipe com “Os 3 Patetas” para o primeiro Brasileiro de Clubes, sendo 3° no livre e, principalmente, vice no liso, fazendo uma final antológica contra as feras da Bahia. Nesse confronto perdíamos por 3x0 ao final do 1° tempo e ao som de não vamos desistir, empatamos 2 jogos, Mateus encostou no placar e eu tive a grande chance de levar o jogo para as penalidades, mas desperdicei um 2 toques e acabamos perdendo o confronto por 1x0. Mesmo assim, acredito que fomos muito bem.

2010 – O GRANDE ANO BOTONÍSTICO – Bicampeão Estadual por Equipes (livre e liso), Campeão Interno Livre, vice no Liso e terceiro no Estadual Individual de Liso.

Melhores resultados:

Na APFM tive somente 1 título de uma Copa APFM, e no Campeonato Pelotense fui 2°, 3° e 4°, mas nunca campeão.

Competições Oficiais:

Equipes Livre
2000 – vice (APFM – Piruka, Valter, Edson)
2001 – 4° (APFM – Valter, Victor, Piruka)
2003 – vice (APFM – Victor, Joni, Piruka)
2004 – Campeão (APFM – Bruno, Piruka, Victor)
2005 – 3° (APFM – Charles, Bruno, Piruka)
2008 – vice (Academia – Pedrinho, Tiago Pierobom, Marcelo)
2010 – Campeão (Academia – CHEFE, Marcelo, Mateus Peirobom)
2011 – 3° (Academia – Osmar, Bruno, Marcelo)

Equipes Liso
2009 – 3° (Academia – CHEFE, Figueira, Marcelo)
2010 – Campeão ( Academia – CHEFE, Marcelo, Mateus Pierobom)
2011 – 3° (Academia – Marcelo, Osmar, Bruno)

Brasileiro de Clubes
2009 Livre – 3° (Academia – Marcelo, Mateus)
2009 Liso – Vice (Academia – Marcelo, Mateus)
2010 Livre – Vice (Academia – Mateus, Marcelo)

Centro-Sul Brasileiro Livre
2000 – Campeão – (APFM)

Estadual Especial Livre
2004 – 4° Lugar (APFM)

Estadual Especial Liso
2010 – 3° lugar (Academia)

Estadual Júnior Livre
2000 – 4° Lugar (APFM)

Na Academia fui 3 vezes vice consecutivo no liso, 1 título do livre e algumas outras boas colocações. Ganhei também os títulos de Augusto Dois Toques, Gordo Augusto, Alemão Fanfarrão, Alemão Cavador e, o principal, o Alemão que vai dar bom.

Obrigado a todos os amigos do futebol de mesa por esses ótimos anos de convívio de futebol de mesa. A amizade é nosso maior hobby e o botão nos proporciona isso.

Forte Abraço.

segunda-feira, 26 de março de 2012

EDSON (SAPO) - Publicado em 22 de março de 2012




















Recebi o convite para contar minha hi­­­­stória no Gothe Cromo Gol, aceitei na hora! Acompanho cada história e vejo o amor e dedicação de tantas feras e não só nas mesas, como principalmente fora, só colocar os times na mesa e jogar é cômodo.

Vou começar me apresentando, meu nome é Edson Luis Ferreira Pereira, também conhecido por Sapo, sou natural e moro em Pelotas e tenho 42 anos. Tudo começou quando mudei de bairro fui morar na Cohab-Fragata no início dos anos 80, logo consegui  uma turma e começamos a jogar, iniciamos com botões de acrílico de camadas todos rampas pois a bolinha era milho, tínhamos de lixar o milho pra tentar deixar ele uniforme, eu pra variar era o menos qualificado da turma, geralmente levava a lanterna pra casa, a "fera" dessa turma era o hoje conhecido radialista da rádio Guaíba o Rogério Bhoelke, o cara na época tinha no fundo da sua casa uma peça só com as tralhas dele, anotava tudo de futebol e adorava fazer estatísticas das nossas partidas, lembro que o vencedor de nosso torneio jogava com o vencedor de uma turma vizinha tipo mundial (eu nunca joguei essa partida, risos. . . ) os anos passaram, e no final da década de 80 descobri um campeonato que existia algumas quadras da minha casa. Foi aí que fui apresentado a bolinha oficial. Esse campeonato tinha várias feras: Jeferson, Ederlin e Valter, todos conhecidos na regra oficial. E eu com meu River Plate, fui lá ver e tentar jogar este campeonato. Chegando lá, fui bem recebido pelo “seu João”, pai do Botelho e dono da casa. De primeira notei que eles jogavam completamente diferente de mim e para completar meus botões eram diferentes!!! Não teria condições de jogar, então fui ao mercado! Fui no grande fabricante de puxadores: o Becker. Montada a equipe mudei de Clube, virei Fluminense e novamente era o saco de pancadas. Lembro de um jogo (o Jeferson também comentou sobre este jogo), me chamou a atenção a dedicação e a gana de vitórias de certos jogadores, eu jogava contra o Jeferson e ele começou a sangrar o nariz (acho que ele estava nervoso por jogar contra mim, rsrsrs) eu não conseguia me concentrar no jogo, preocupado, e ele nem aí jogando como se estivesse numa final de Copa. Resumindo...tomei 10x1..rsrsrsrs.
Um dia o Jeferson chegou com uma novidade: a Associação de “Botão Oficial”. Fiquei curioso e fui junto com ele, chegando lá fui recebido pelo saudoso Presidente Everson. Enchi os olhos e me encantei com aquela estrutura, com mesas enormes, botões uniformizados e técnicos com a camiseta do seu clube. Isso era final do ano de 92. Lembro que eu não tinha dinheiro para comprar um time, fiquei a tarde toda olhando os jogos, de repente, chega perto de mim o Sinval, com aquele jeito dele “e aí malandro, vais jogar ano que vem??” – falei que queria, mas não tinha time para jogar e ele na hora me respondeu: - “eu te empresto um time malandro!” Fiquei pensando, como pode uma pessoa que nunca me viu me emprestar algo? Naquela hora ganhei um grande amigo!! Time na mão,  comecei meus treinos. Aí me vi em outro dilema, não poderia ser Fluminense, pois já tinha o Diego Figueira. Retornei ao River Plate. Então início de 93, jogo a primeira divisão (divisão de acesso APFM). O campeonato terminou com 5, advinha quem foi o 5º ?? rsrsrs, mas fiquei feliz, pois meu amigo Valter foi campeão e subiu para a divisão especial. No fim do mesmo ano, aconteceu algo que me marcou muito, torneio de encerramento, o Presidente da APFM na época, o Everson, morava no mesmo bairro que eu, Jeferson, Ederlin, Valter e Botelho, nunca quis treinar com nenhum dos vizinhos, porém neste torneio ele teve que jogar com o Botelho, rimos muito e provocamos ele, dizendo que ele não podia fugir agora. Inicia o jogo no qual eu apitava, o Everson faz 1x0, alguns minutos e Botelho empata, lá pelos 20 minutos do primeiro tempo, vejo que Everson não está se sentindo bem. Falei a ele que iria parar o jogo mas ele terminou assim mesmo o primeiro tempo. Ao término do tempo ele pediu ajuda, e caiu! Estava tendo um derrame! Naquela noite ele faleceu. Foi um fato marcante por estar presente e ver a determinação e o amor que ele tinha pelo futebol de mesa.
Em 94 fui jogar novamente com meu River Plate a primeira divisão. Este ano o Jeferson teve coragem para jogar, novamente tive um primeiro turno horrível, ficando quase em último, foi aí que (ainda bem), aconteceu a mudança no meu jogo, troquei todas as minhas fichas por réguas, parecia um milagre!!! Consegui no segundo turno me classificar para as finais e terminei em 3º lugar o Campeonato, atrás do Jeferson o campeão e Daniel em segundo. Subiam dois para a divisão especial, então fiquei na torcida por uma desistência, e foi o que aconteceu (subi no tapetão, rsrsrs).
Ano de 95, minha primeira especial, mudei novamente de time, fui Atlético Mineiro, até a estreia, fiquei muito nervoso, pois jogar com feras como: Marcelo Conceição, Carlos, Bira, Aldyr, Figueira, Said, Pierobom, Osmar, Zilber, Alexandre entre outros. Era um privilégio e fui lá jogar minha bolinha. Tudo para mim era festa, tomava 6 e saía rindo! Mas foi em um jogo contra o Getúlio que vi que devería entrar no “espírito de competição”. Começa o jogo, 1x0 para mim, e Getúlio atacando, afinal quem queria se classificar tinha que ganhar os dois pontos contra mim (na época, era dois pontos por vitória). Sobra uma bola que eu poderia facilmente sair jogando, e o Getúlio disse: -“Deixei cavar, rapaz cava muito!” Me envaideci com aquele comentário e achando que eu era o Guido, fui para a cavada, 2 toques e Getúlio empata!! Aí pensei: o empate com o Getúlio é ótimo!! Bola vai, bola vem e eis que sobra outra bola idêntica, novamente escuto: -“Deixei novamente para o rapaz cavar!!” E eu , no alto da minha sabedoria vou para a cavada, pimba!! Dois toques, 2x1 para o Getúlio!! Fiquei uma semana sem tocar em botões. Fui mal no campeonato, terminando no torneio da morte (os dois últimos eram rebaixados). Ganhei todos os meus jogos e fui campeão, permanecendo na divisão especial.
De 96 a 98 não joguei por motivos particulares. Em 99 retorno, mas aí já com a divisão da turma da academia. Foi neste ano que comecei minha carreira de cartola, fui Departamento Técnico. Nesta época voltei com uma fome de jogo, olha o que fazíamos, eu, Jeferson, Daniel, Geovani (filho do Getúlio), Ederlin entre outros, íamos para a sede da APFM às 22 horas, levávamos lanche e o Giovane levava a esposa e uma TV para ela assistir e ficávamos treinando até a madrugada!
Em 2000, novamente tivemos mudanças e eu a minha principal, adotei o Vasco da Gama.
Em 2001, comigo na cartolagem e outros cartolas conseguimos formar um excelente grupo, vejam só o nível deste campeonato: Aldyr, Carlos, Edson, Jeferson, Victor Panda, Nilson, Joni, Said, Augusto, Marcos Piruka, Bruno, Charles, Getúlio, Ederlin, Valter, Sinval, Schlee, Zé Vitor entre outros. Ano difícil de administrar egos, rsrsrs.
Em 2002, por falta de horários no sábado, joguei a primeira divisão (divisão de acesso) muito forte por sinal, com Augusto, Zé Mello, M. Curi, e Badia, fui campeão!
Em 2003, continuei no grupo intermediário e em 2004 meu primeiro ano entre os 4 e fiquei em 3º.
Em 2005 e 2006 não joguei.
Em 2007 fui 4º colocado.
Em 2008 e em 2009 não joguei.
Em 2010, ano especial para mim. Cinco campeonatos oficiais na APFM, cinco títulos do Vasco, e ainda o 4º lugar no campeonato estadual por equipes e o 4º na taça RS.
Em 2011, assumo um grande compromisso, a presidência da APFM, infelizmente tivemos uma divisão no grupo, mas mantivemos um grupo forte e o principal, um grupo de amigos. 

Campeonatos externos

Em 1999 meu primeiro estadual. Partimos de Pelotas à Porto Alegre, eu, Charles, Marcelo, Marcos e Valter. Na minha mente, só queria passar da primeira fase, consegui, estou entre os 32. Passei novamente de fase, estou entre os 16, pensei: que honra!! Eis o sorteio da chave: Bruno da Academia (3º lugar neste campeonato) Cristian Afumerg (segundo lugar) e Rodrigo da Afumepa. Última rodada da chave, jogam Bruno e Rodrigo, eu e Cristian, todos os jogos da chave tinham sido empate, 15 minutos do segundo tempo sobra um chute para o meu botão número 20 (Gallardo) me concentro, chuto, bola no peito do goleiro e rebote, chute do Cristian, de cavador e lá de trás e ele faz o gol, fui eliminado. Vocês não tem noção da tristeza que fiquei!!
Em 2000, estadual por equipes em Bagé, eu, Marcos, Valter e Augusto. Fomos nos arrastando no campeonato, jogamos 3 vezes contra a Riocell, perdemos as duas primeiras e a mais importante que foi a semi-final ganhamos , final Pelotense, APFM contra COP, e Academia apitando. Perdemos e ficamos com o vice-campeonato. A equipe do COP era muito forte (Nilson, Moraes, Victor Panda e Fernando).
Em 2010, Taça RS, meu grande campeonato. Larguei mal, ao término dos jogos da manhã de sábado, eu estava em penúltimo na minha chave, e ainda restavam 5 jogos à tarde. Juarez (Academia), Kevin (União), Leandrinho (Círculo Militar), Cajú (Franzen) e José (D’lei). No almoço fui alvo de brincadeiras de “meu filho” Alex. Dizia ele: Na APFM, o Edson é um leão, fora é um cordeiro!! E ria muito. Começa os jogos da tarde e o Vascão  vence os 5 e termina em segundo. Vou olhar os classificados e para surpresa minha não encontro o Alex, rsrsrs. O Luis Antônio, meu adversário nas quartas de final. O empate era meu, não lembro de ter tomado uma pressão igual aquela, ainda bem que terminou em 0x0. Aí foi só felicidade, estava entre os 4 melhores da taça. Semifinal contra Michel (Riograndina), o empate era dele. Faço um gol monstro a bater, mas cedi o empate.
Esta é apenas parte da minha trajetória neste esporte maravilhoso e quero agradecer à todos os amigos que fiz nesses anos todos. Abraço!

RONIR - Publicado em 03 de março de 2012




















Começo agradecendo ao editor Ricardo Gothe a possibilidade de contar a minha historia no Futebol de Mesa, não esquecendo que o editor foi lembrado por um Grande amigo, Cristian Baptista, para a confecção deste cromo. Quando vi o primeiro já queria ser um deles, sem modéstia acho que historias tenho muitas, mas vamos a história de Ronir Rodrigues de Oliveira.

Nasci em Rio Grande no dia 10 de julho de 1964, inverno, revolução, tempo bom pra vir ao mundo. Agarrado com um irmão gêmeo, tal como o Chefe, chegava chorando numa noite fria.

Mas vamos ao que interessa, na infância muita correria, meu pai era ferroviário portanto como todos diziam na época, nasci no recinto da Viação Férrea em frente ao Cemitério local na rua 2 de novembro, me lembro pouco, pois em meados de 67 meu pai se aposentou e abriu um pequeno negócio, minha mãe na época já fazia bolos e salgadinhos para fora ajudando e muito a família, trabalhou com isso 46 anos, os padres dos casamentos mudavam, mas o bolo era da dona Carminha, minha mãe. Depois de sairmos da Rua Dom Bosco nos mudamos para a rua Major Carlos Pinto, rua do famoso canalete de hortências, ali pescava, tomava banho de chuva, corria, realmente eu o meu irmão Ruy deixávamos a mãe louca.

Em nosso aniversário de 7 anos, ganhamos bicicleta e do meu irmão mais velho, um time de panelinha pra cada um, meu irmão ganhou o time do  Corinthians, e o meu foi Palmeiras e mais o famoso “estrelão”, que perambulou por toda a casa e calçada, até mais tarde virar uma tábua de bolo....
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Olha o time que tudo começou !

Com os amigos de quadra vieram os botões puxadores comprados na loja Esquina da Sorte ou no Badejo da Rua Benjamin, também vieram as trocas e os desafios de quadras tradicionais, que as vezes não passavam de uma dobrada na esquina, por aí começa o gosto pelo jogo.

Com meus amigos Luis Fernando, Sergio e o irmão dele Jaques, dobrávamos a esquina para lá encontrar com Tabajara, Cadinho, Geraldo, este com uma mesa já bem maior que o “estrelão” costumeiro ou a mesa da cozinha. Ganhasse ou perdesse a gente sempre dobrava a esquina, para jogar botão. Nesta época, pasmem, o Betão, então um guri gordinho do centro e mais velho 4 ou 5 anos que nós, já vinha com botões para trocar, estava conhecendo ali Gilberto Pereira, o Betão.

Os anos 70 foram assim, Colégio São Francisco, futebol na calçada e Botão, muito botão, recortar número de folhinha e colar com durex, usar a Placar, mas o que arrebentava eram as figurinhas de passar lá na loja do seu Martinez, cara, eram figurinhas de passar com água de tudo que era time,Vasco, Flamengo, São Paulo, os mesmos botões podiam ser um time pela manhã e a tarde outro, muito legal!

Depois os Decadry, nossa que idéia, cartela com letras, números, tudo, era só passar a caneta. Quando tudo se completava, dava gosto de ver, todos com distintivo, número e nome, dava trabalho mas era muito bom, quantas saudades!!

Início de 79, outra mudança mas de novo para a Rua Dom Bosco, agora o número era 227 antes 235, mesma quadra, hora de rever amigos ali antes deixados, Volmar e seus irmãos, que legal todos jogavam botão, eram novos adversários.

Em outra rua, mas perto, morava um garoto, Mário Gilberto Constantino, que após ir a minha festa de 15 anos se tornou um grande amigo.

Mané, como todos o conhecem até hoje, jogava botão em casa, mas com outros amigos, o qual grupo me juntei para passar horas jogando botão.  Só para ter uma idéia meu pai chegava a  ir nos buscar, eu e o meu irmão, por volta da uma da manhã na casa do Mané, bons tempos, ali peguei mais gosto, era mais disputado, mais gente jogando, bons campeonatos.

Em outubro de 1979, fui ao escritório do meu irmão no centro da cidade, era na Galeria São Pedro e ao lado ficava o Joquey Club da cidade.

Vi então entrando e subindo as escadas ele, Gilberto Pereira, o Betão, então subi atrás para falar com ele e olhei uma coisa que me deixou abobado, mesas e mesas de botão, que no mínimo eram mais que o dobro da que a gente jogava lá no Mané, bah!!! Nem sei, mas fiquei eufórico e fui falar com o Betão, regra brasileira disse ele, aqui é trave alta e goleiro em pé, o seu Gelson estava lá.

Eu pensei, pô, nas pequenas eu já meto gol, aqui vai ser barbada, me fui pra casa, depois eu vi que não era tão fácil assim.

Nesta época tinha um cara na Colombo, o Amauri, que fazia os botões a mão, vou explicar, o cara cortava o acrílico com serra e colava com araldite, mas por ficar marca de cola, descobriu o clorofórmio. Ele colava então as rodas de acrílico e fazia o botão raspando vidro, até chegar em um botão do tamanho que a gente queria ele fazia muito calo nos dedos, imagina, não tinha torno e o levante feito raspando com vidro, era um gênio e grande amigo.

O Amauri não tinha time igual pra vender e eu bem louco fui na casa do único amigo que tinha um time todo igual, o Gaspar, e após deixar na casa dele mais de 20 botões, Leoni, Osso e Amauri, saí com um time branco com duas listas uma verde e outra vermelha, nascia o Fluminense pra regra brasileira, este time tinha somente dois cavadores.

Então comecei a jogar na taça de prata de 79 da A.R.F.M., lá comecei fazendo novos amigos. Clair Marques, o objetivo a ser batido, Ademir, um próspero jovem, Jair o Barbudo da Holanda, seu Eli Maciel, o brincalhão, os irmãos Mello, os dois tinham cara de brabo e Luiz Alfredo deBoer, o crânio, este fazia campeonato colocando números em papel de pão e quando terminava as combinações era só jogar, grande amigo.

Ao término o deBoer foi campeão da Taça de Prata e eu me coloquei entre os oito melhores.


 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Essa é de 79, olha eu ali, hehe !!!

Em 80 já iniciava em campeonatos, com nada menos que o Centro Sul daquele ano, nossa, gente de todo lado. Rio, Vitória, Sta Catarina, Pelotas, Porto Alegre, muita, muita gente, claro muitas amizades.

Puxa que história,  a medida que escrevo vou relembrando. É, esse é o futebol de mesa em minha vida.

Em 1981, organizamos o Estatual, e mais amigos chegando, Montenegro, Canguçu, Passo Fundo, Livramento e por aí afora.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A.R.F.M estadual 1981:  em pé Monteiro, Ronir, César, deBoer, Mané, Edio e Clair.
Agachados: Roberto, Betão, Ademir, Átila, Ruy (meu irmão gêmeo) e Barcelos.

A partir desse ano nasce o maior pescador de vagas da A.R.F.M., eu, onde quer que vai ter um campeonato, lá estava eu classificado ou não, viajava para rever meus amigos de botão, muito Fronteirão, Mergulhão, Lagoão e Vovozão eu joguei e então chega o ano de 1984, bah o ano de tudo, o meu ano.

Começou com a chegada em janeiro do meu time do Cruzeiro feito em Sergipe pelo Antonio Oliveira e com o Brasileiro em Livramento e eu pescando, consegui então uma vaga e fui avançando até ser eliminado nas oitavas pelo Sergio do Continental do Rio de Janeiro, foi a melhor campanha da A.R.F.M., já fiquei orgulhoso com os parabéns de grandes feras em especial do meu amigo Figueira, um amigo muito considerado, que disse, parabéns, jogasse muito escudeiro, era assim que o deBoer me chamava, escudeiro.

No campeonato da cidade ao fim das etapas do ano, chegávamos aos 10 finalistas: Ronir, Mané, Gelson, Clair, Monteiro, Betão, deBoer, Perazzo, Olinto e Ademir.

Depois de jogarmos todos contra todos, o Ademir foi o Campeão, o Mané o vice e eu o terceiro, o que me credenciava a jogar pela primeira vez classificado o Estadual Especial lá em Passo Fundo.

O deBoer foi com a família, ele iria assumir a União Gaúcha como era chamada antigamente a Federação e eu fui com ele, quando entrei no carro ele me olhou e disse, escudeiro, sonhei que tu tinhas ganho o campeonato (ao escrever isto juro que parei alguns momentos e marejei os olhos, meu amigo deBoer, embora com defeitos como todos os mortais, um grande amigo e lembrado por muitos).

Às 9:00 de uma quinta-feira, partimos e ao errar o trevo, e andarmos muito em vão, chegamos depois da meia noite em Passo Fundo.

No outro dia o deBoer foi informado que a mudança da diretoria só seria no próximo ano, o que deixou o gordo irritado e com a família foi embora para Porto Alegre, e portanto não viu o sonho se realizar.

Fui avançando no campeonato com jogos bons e somente uma derrota pro Ivo, juro que lá, muitos ouviram Robeeeerrrrto Batata, é gente, o bordão é meu, o meu grande amigo Zilber ajudou a perpetuá-lo, e diga-se, na voz dele é muito melhor.

A semifinal. Rudinei Custódio, o cara que com 16 anos já era campeão, agora com 21 jogava muito, teve a bola do jogo, dentro da meia lua com botão de frente pro gol e como que com os olhos desse pra tirar, a bolinha deu na trave, sorte, claro, baita sorte, mas pra ser campeão acho que também tem que ter sorte.

O jogo continuou bom, depois do meu deslize consegui me arrumar e cobrindo tudo fui para a prorrogação onde venci por 2x0, depois deste jogo me isolei um pouco e fui pensar num canto, poxa meu, final contra Sergio Pierobom, um cara já campeão estadual e que seguido me enfiava nos amistosos que vinha jogar aqui em Rio Grande, pensei bom, só não posso levar goleada na final.

O Pierobom jogava de liso, mas não pensem que não encarava os cavados, pois chegou a final jogando contra vários, claro que devido as mesas os botões trancavam, mas jogava muito. O Clair me disse antes do jogo, marca os pontas e eu marquei, resultado, Pierobom cava, fecha o porco e 1x0, a partir disso não marquei mais os pontas, fiquei com todo mundo lá atrás e mandando bola pro campo dele, até que no fim do primeiro tempo cavei um lateral e porco nele, 1x1.

No segundo tempo um acontecimento inusitado, coloquei uma bola colada no meu cavador dentro da meia lua de frente pro cavador do Pierobom, que da uma paulada a meio e a bolinha vai parar nos cabelos crespos e cor de fogo do Pierobom, pênalti, bah 2x1, gol certo , vibro ou não vibro e eu não sei porquê errei, uma voz foi ouvida, acaba com ele agora, não precisava, eu mesmo tinha acabado comigo, pô, errar um pênalti na final.

Mas o jogo seguiu e eu abalado com todos me olhando aguentei a pressão e no fim do jogo consegui uma jogada de chute pela ponta que ele precisou jogar com um botão no meu campo, e aí pra mim a explicação de tudo, um escanteio dois toques o relógio toca o fim do jogo, eu olho pro juiz Victor de Livramento e ele avisa na mesa da final, dois toques, agora todos que não acreditavam mas viram eu errar o pênalti e que em algum momento pensaram tá morto, estavam olhando.

Último lance, todos olhando, bato perto da meia lua e todo mundo olhando, me posiciono e olho o Roberto Batata marcado, ao seu lado quase colado Dirceu Lopes, vamos Dirceu, ao gol 10 e com todo mundo olhando, o cara que errava um pênalti na final ganhava no último chute o Campeonato Estadual de 1984, muitos nem jogavam nesta época, mas isso é o futebol de mesa gente, do inferno ao céu, só me restou sair correndo, pra rua e sentar numa calçada a umas duas quadras depois e esperar cair a ficha pra voltar, é bom ser campeão.

O Clair foi o primeiro campeão da Taça RS em 80 e eu em 1984 o primeiro Campeão Estadual, isso na volta me rendeu entrevistas em rádios e até na TV, mas a primeira coisa que fiz quando cheguei, foi esperar na frente da casa do deBoer ele chegar e dizer, aí gordo, o sonho foi realizado, ele realmente ficou agradecido, me abraçou e disse, eu te falei escudeiro.
 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Como as vagas eram nominais, lá em Passo Fundo no Estadual, tinha que dar o nome de quem disputaria a Taça RS daquele ano e como o Ademir não poderia ir por causa de serviço o nome do Mané e o meu foram dados para jogar a Taça RS de 1984, e eu sem falsa modéstia comentava com o Mané, já pensasse ganhar a Taça e o Estadual no mesmo ano, ele disse sonha, quem vai ganhar a Taça sou eu.

Então agora em Pelotas do céu ao inferno, fui informado, mais ou menos assim, as vagas para o Brasileiro eram nominais e se eu jogasse e ganhasse a Taça RS, o Estado perderia uma vaga, acho que foi assim, então a A.R.F.M. foi representada só pelo Mané e eu olhando.

Então chega o Brasileiro na Bahia, e o passeio foi muito bom, já o futmesa, o normal de sempre, duas etapas somente e muita piscina e visita as praias.

Em 1985, mais um Estadual em Pelotas, no gabarito de ter sido Campeão em 1984, tinha vaga garantida, mas caí na primeira fase, até hoje brinco com o Figueira, que devido as datas ele fez o campeonato em julho, portanto só tive 11 meses de título.

Em 1986 mais um brasileiro, desta vez em Pelotas, mas só passeio e rever os amigos, eliminado de 32 pra 16.

Relato que neste Campeonato Brasileiro, conheci um cara fora de série, muito amigo, ele já jogava, mas só conheci Osmar Iost Junior em 1986 e fizemos uma grande amizade, eu ele e o Mané daríamos muitas risadas daí pra frente.

Neste ano também joguei o centro sul em Vitoria perdendo nas oitavas de final para o Emanuel que seria o vice do Roberto Larossa, mas eu e meu agora amigão Osmar passeamos muito.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Brasileiro de Pelotas 1986, que saudades...

A partir deste ano o deBoer fundou o Departamento de Futebol de mesa do S C Rio Grande, para onde eu e o Mané fomos jogar.
 
Entidade nova, novos jogadores, ali surgiriam o Sergio Gonçalves, que eu já conhecia do tempo dos puxadores, o Áureo que era da nossa zona, o Carlos medusa, o Chambinho, o Duda, o Emir, o Mario Ribeiro que toda vez que me vê diz, Ronir meu mestre, o Casquete, o Almeida e os dois mais feras e pesquisadores de Futebol de Mesa que eu conheço, Alex Degani Reis e Cristian Baptista.

Segui pescando umas vagas por aí, e chega 1989, neste ano a Taça RS será realizada em Passo Fundo, a cidade que me deu o maior triunfo neste esporte. Como ganhar o Estadual lá me tirou a chance de jogar a minha primeira Taça RS, para mim lá o destino faria as pazes comigo.

Mas o ano não começou muito bem, no dia 12 de março, jogando uma partida de futebol amador (outra paixão, o time amador do Palmeira FC, onde comecei jogando no famoso dente de leite em 77), tive a Tíbia e o Perônio quebrados em uma jogada desleal, começa assim o ano da superação.

Quando comecei a poder usar as muletas para sair, depois de uma operação e que me deu uma placa de platina e oito parafusos, o interno já estava na terceira etapa e mesmo ganhando as outras não conseguiria ser vice. No fim do campeonato, campeão o Áureo e vice o Baldino, eu la pelo sétimo ou oitavo.
 
Um ano antes em 88 o Sergio tinha sido vice da taça e o Áureo quarto.

Quando o Áureo disse que queria me dar a vaga dele, o deBoer quase enlouqueceu, dizia como o nosso melhor botonista quer ser cavalheiro numa hora destas, jogando bem e com changes de ganhar, mas o Áureo foi irredutível na decisão, não jogaria a Taça RS daquele ano, queria que a vaga fosse minha.

O deBoer então resolveu fazer um torneio com todos que quisessem jogar a taça e foi então eu, o Mané, o Jorge Velho, o Damas, o Roberto, o Sergio e mais dois ou três jogamos o torneio, na final eu contra o Mané, outro ato de companheirismo do meu amigo, ele disse, deBoer não vou jogar a final, quero que o Ronir vá jogar, então nada mais restou do que deixar eu e o Baldino ir a Taça RS de 1989.

Antes de partir para Passo Fundo, fui até a casa do deBoer e disse, gordo, lá me tirou a chance de jogar uma Taça, e lá eu vou trazer essa pra mim e pra ti, o gordo simplesmente disse boa sorte escudeiro.
Antes da semi-final, para me classificar precisava ganhar do Marcelo CEPEL, para passar direto, mas o meu empate e vitória no jogo entre Cesar e Careca e eu estaria fora.

Mais uma vez a sorte conspira para mim, eu empatando e eles na mesa ao lado combinaram que se estivesse empate o meu jogo e o deles, um dois toques para cada um no fim do segundo tempo e seja o que deus quiser, mas um não passou bem e o outro de nervoso perdeu o segundo toque, empate deles e meu também, mas eu na semi contra o Pierobom de novo, ele iria se vingar. Não 2x0 Cruzeiro eu na final contra o Wladimir da AFUMEPA. Perto do fim do jogo uma cobertura curta dele e o Dirceu Lopes (ele de novo) lá na lateral do meu campo, chute por cima do goleiro e 1x0, pessoal, eu acreditava realmente que me tirando a chance de jogar em 84 eu seria campeão lá, e não deu outra, eu era Campeão da Taça RS de 1989.

Em 90 brasileiro no Rio de Janeiro e os amigos todos de novo, novamente muito passeio (principalmente no sitio do Martins depois do campeonato) e pouco jogo.

Depois 90 termina em Livramento com o meu grande amigo Osmar conquistando a Taça RS e eu passando o titulo para ele.

Em 91 ainda seria vice por equipes em Sta Vitoria, pelo Rio Grande.

Depois com a fundação da AFUMERG e o deBoer ter me dito que meu nome tinha sido vetado na diretoria, e consequentemente o fim do Departamento do Rio Grande mais adiante, eu fui obrigado a dar um tempo  e  os mais novos Cristian , Carlos, Mario, Duda seguiram, acho que até 96, depois também foram para a AFUMERG.

Retornei para a A.R.F.M., acho que em 96 ou 97 e de volta as pescarias de vagas para encontrar os amigos, nesta época a AFUMERG se destacava com aqueles guris do Rio Grande, Duda, Alex e Cristian despontando por um bom tempo nas páginas do futebol de mesa.

A A.R.F.M., continuava a perseguição de títulos e chegava nos anos 2000, com colocações de vice a quarto nos campeonatos anteriores, em 2001 eu conseguia um quarto lugar na taça RS, um bom resultado em anos. E na temporada de 2002/2003, pela primeira vez era campeão da A.R.F.M. e repetiria em 2003/2004, com o BI, mas no Estado só um pescador.

Então em 2006, com meus amigos Alex, Silvio e Ivan, partimos para Porto Alegre em busca do sonhado especial de equipes, então sem favoritismo nenhum, passamos as semi finais derrotando as três de pelotas e mais guaiba, nos habilitando a disputar pelo empate com a anfitriã FRANZEN, uma vaga na final.

A final foi contra o COPA de Porto Alegre e assim com o empate ficamos com o titulo. Meus amigos vibraram muito e eu alcançava mais um titulo, com uma boa campanha, a satisfação de ter o meu troféu sido entregue por ninguém menos do que Paulo Schemes, e de suas palavras de que eu era um dinossauro do futebol de mesa, só me encheram de alegria.
 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Depois disso, até agora, só o quarto no sênior de 2010 e alguns torneios, como o sênior interno de 2009 e 2011 e o Lagoão de São Lourenço, lá um sênior em 2008, com 44 anos, (eles deixaram eu jogar), e dois vices jogando agora na livre, em 2009 perdi pro Marcelo Vinhas e 2010 pro cara que se lembrou de mim para este Cromo, Cristian Baptista, o cara mais sem sangue que eu já vi jogar, o mais frio sem dúvida.

Bom meus amigos muito da minha história está contada nestes trechos, não conseguiria escrever todos os nomes dos amigos feitos pelo caminho, daria mais um bocado de páginas, pois são muitos mesmo e também escrever todas as histórias presenciadas nestes mais de 32 anos de futebol de mesa e digo pra todos, ainda me lembro de muitas, mas vou contar três.

No Campeonato Brasileiro de 84 jogavam o Sergio do Rio de Janeiro, contra o alguém que não lembro de Sergipe. O Sérgio pede a gol do fundo e o sergipano pergunta é queixo duro e o Sérgio responde, é, o sergipano deita o goleiro e o Sérgio chuta com um batão, acho que uns dez graus e a bola entra por cima do goleiro, gente o cara saiu gritando queixo duro um C........e foi gente agarrando o sergipano outros agarrando o Sergio e olha, uma das primeiras confusões que vi em brasileiro, nossa que tempo bom.

A outra foi no fronteirão, acho que 85, eu e o folclórico João Carlos jogávamos uma quarta de final e ele foi sair jogando e fez falta no meu botão em cima da linha da grande área dele, o juiz disse pênalti e o João Carlos disse, não, quando a falta é em cima da linha e não dentro da área, a falta é no bico da grande área, eu olhei pra ele e disse, que tais loco é pênalti, e ele me olhou e disse, é, o juiz é novinho de repente dá certo, hehehe, riu ele, esse eu não errei.

Uma vez na ARFM, jogando contra o Douglas, devolvi uma bola com meu lateral esquerdo levantador para a lateral do lado oposto do Douglas, este puxou um botão e eu pedi a gol, o Serginho que tava fumando um cigarrinho olhou por trás de mim e viu aquela baita virada e disse, se tu fizer esse tu é mágico, hoje sem falsa modéstia o Serginho conhece um mágico, hehehe....

Para terminar, falo um pouco da minha casa, sim a ARFM, nossa casa, no momento o objetivo a ser batido no estado e daqui apouco com certeza no Brasil afora, agradeço a estes meninos que eu vi crescer e hoje são homens que me aceitam com minhas brincadeiras e frases, quem nunca ouviu “jogo muito esse jogo”, “aqui vocês tem professor”.

Que venha o desafio dos lisos, estou aí pra isso, ser desafiado.

Um sincero abraço a todos os meus amigos e até breve.
 
Muito obrigado.

 
 
 
 


 

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

OSMAR IOST - Publicado em 17 de janeiro de 2012




















Uma vida de Futebol de Mesa

Prezados leitores, meu nome é Osmar Iost Jr e no dia 02/01/2012 recebi o convite de Ricardo Gothe para fazer o primeiro cromo do ano. Nem pensei muito ao responder "sim", como praticante de futebol de mesa por quase toda a minha vida, sou leitor e apreciador deste que é o maior e mais completo blog sobre futebol de mesa, gostei muito de poder contribuir. Afinal, quem consegue manter um blog por tanto tempo, com atualizações diárias e informações quentinhas sobre o nosso esporte? Esse cara está entre os maiores entusiastas que eu conheci no futebol de mesa, Ricardo Gothe. Obrigado pelo convite.

Infância

Nasci em dezembro de 1961 e muito cedo conheci o "jogo de botão", meu saudoso pai jogava na mesa da cozinha com meus tios e alguns amigos, jogavam literalmente com botões, só que de "casacão", era o que de melhor havia naquela época. Logo ganhei de presente dois times de panelinha, aqueles com as carinhas dos jogadores coladas no centro, a paixão se propagou e na vizinhança a grande maioria dos meninos já tinha o seu time. Rapidamente os panelinhas viraram fichas para impulsionar os recém-surgidos "puxadores", que eram devidamente “fardados” com escudos, extraídos da revista Placar, cuidadosamente recortados e colados com fita durex , juntamente com o número e o nome.

Naquela época, na minha "zona" que abrangia não mais do que dois quarteirões, havia nada menos que 20 garotos na minha faixa etária ou próxima. Não demorou muito para passar da bolinha de gude e da pipa para o jogo de botão. Logo começaram a surgir os campeonatos, reunia mais de uma dezena de garotos de 8, 10 anos e era sempre um acontecimento memorável. Os momentos que antecediam o sorteio das chaves eram de uma euforia indescritível. Foram muitos anos de campeonatos, eles aconteciam na minha casa, na casa de Antônio Marcos Passos de Mattos ou na de Antônio Carlos de Mattos Roxo e na dos demais, com menor frequência. Os maiores ganhadores eram Antônio Marcos, Sérgio Otto e Francisco Pinto, o Kiko. Eu e mais dois, a seguir, no segundo grupo. Essa turma se manteve unida pelo jogo de botão por muitos anos, impossível saber quantas dezenas de campeonatos aconteceu entre nós. Tinham também os mini campeonatos, eram quase diários e os participantes eram, além de mim, o Antônio Carlos de Mattos Roxo, Cyro Pereló Barcelos e um ou dois “cobaias” (risos), estes aconteciam de manhã, antes do colégio ou no final da tarde após a aula. Quando viramos rapazes, com 14, 15 anos, começamos a atravessar "fronteiras" e a jogar contra adversários de outras zonas. Naquela época, estava em alta o troca-troca, a cada campeonato os times ganhavam reforços, oriundos das trocas ou das compras de passes, isso sempre dava muito que falar, os melhores botões, todos conheciam e cobiçavam. Certa vez a turma foi avisada que viria jogar o nosso campeonato, um cara de outra zona, e que o tal cara tinha uma caixa com 300 botões. Inacreditável, para nós era coisa de outro mundo um cara com tamanha quantidade de botões. No dia do campeonato, conheci o Neitor , a caixa dele tinha dezenas de botões, todos polidos, lindos e era apenas uma pequena parte dos 300. Vencendo a concorrência, consegui fazer uma troca com ele, a contratação que encaixou no meu Corinthians era um centroavante de caída (rampa), cor de laranja em cima e duas camadas brancas em baixo. Antes mesmo do sorteio ele passou a se chamar Zé Roberto, que era o centroavante do Corinthians, na época. Impossível, não lembrar o que aconteceu a seguir. No sorteio, ficou estabelecido que o meu primeiro adversário no campeonato fosse o cara dos 300 botões. Foi uma das maiores goleadas da época, 7 x 1 para mim e com 6 gols do Zé Roberto, ofuscando a fama do cara dos 300 botões, ele deve ter ficado arrependido por ter negociado aquele craque comigo. Ainda naquele tempo, era comum trocar de time a cada semana, e houve um momento que o meu time foi o América (MG), o tripé do meio campo eram Pedro Omar, Juca Show e Spencer, titulares até hoje do meu América. Logo em seguida, a turma começou a se dispersar e essa primeira etapa infelizmente teve um fim.

Não lembro exatamente, mas perto de fazer 18 anos, alguns amigos já tinham se mudado de casa, eu e os que ficaram já nos ocupávamos mais com as namoradas, veio à faculdade e o trabalho, o jogo de botão foi perdendo um pouco sua importância, mas o time, os botões, continuavam a postos, prontos para algum desafio. Na verdade foi um bom tempo que passou até a transição da infância para a garagem se consolidar.

A garagem

A seguir, no Clube Brilhante e com os amigos do futebol, fui sondando alguns que ainda se interessavam pelo jogo de botão e não demorou muito para eu descobrir uma nova turma, jogavam campeonatos aos domingos à noite, na garagem da casa de um deles. Perfeito, domingo a noite não atrapalhava nada. Eu não os conhecia muito bem, mas, o que importa? Não tardou o meu primeiro domingo jogando campeonato de botão com essa turma, já aos 20 anos. Para minha surpresa, os caras jogavam por dinheiro, cada um casava uma pequena importância e os dois primeiros dividiam o prêmio, a cada domingo. Não era bem o que eu procurava, mas foi o que encontrei, então, não seria esse motivo que me faria desistir. O negócio era meio acirrado, havia bicho extra e algumas outras esquisitices como arbitragem suspeita e torcida hostil (risos), mas logo me ambientei e comecei a levantar canecos. No meu primeiro ano, fui o que ganhou mais vezes.

Em 1983, o dono da casa, até então o maior ganhador, depois de mim, inventou a tal “Copa Toyota”, que seria disputada no final do ano, entre os dois maiores ganhadores dos campeonatos que aconteceram durante o ano. Pareceu-me que ele não havia ficado satisfeito em perder o primeiro posto. Então, em dezembro de 1983 levantei a “Copa Toyota” com uma vitória por um gol a zero sobre Oscar, o dono da casa.

No início de 1984, circulou a notícia que um tal Chinês, campeão da cidade, jogaria os campeonatos conosco. Foi assim que conheci o Zé Felipe, ele era o Chinês, e logo passou a ser o cara que dividiria comigo as conquistas de domingos à noite. O destino trouxe até mim, o então, Campeão da Primeira Divisão da APFM, próximo futuro campeão da Divisão Especial, do Estadual Especial e da Taça RS. Na garagem, por um tempo, ou ganhava eu ou ganhava Zé Felipe, era bem equilibrado. Certo dia ele me disse:

- Osmar, tu sabe jogar isso, porque tu não vai lá na Associação? Vamos fazer um treino!

Chegando à APFM, quase não acreditei no que vi, mesas e goleiras enormes, eram 6 ou 7 mesas, muitos caras jogando, fantástico. Fiquei positivamente impressionado e como se não bastasse, a sede ficava a três quarteirões da minha casa. Com um time branco, liso e emprestado aconteceu meu primeiro treino na regra Brasileira. Zé Felipe, sem dar boas vindas, me castigou com uma goleada humilhante, acho que ele fez 11 gols e eu nenhum, é claro que aquele jogo era totalmente diferente do jogo que eu conhecera até então. E foi assim que eu disse para mim mesmo, “Eu vou jogar esse jogo”. Naquele momento deixei de jogar na garagem.

Treze anos de APFM

Inscrevi-me para o campeonato da Primeira Divisão da APFM em 1984 e logo tive que tomar uma decisão. Internamente, não poderia haver clubes repetidos, como havia muitos jogadores, os clubes grandes e tradicionais já tinham dono e foi assim que lembrei Pedro Omar, Juca Show e Spencer, por esses motivos escolhi América (MG).

Naquele ano, havia muitos interessados na primeira divisão, que qualificaria Campeão e Vice para Divisão Especial de 1985. O campeonato começou com quase 20 jogadores, mas muitos não compareciam a alguns jogos, então, a diretoria técnica acabou cancelando o campeonato e reiniciando apenas com aqueles que realmente estavam interessados, eram 10. Para mim foi ótimo, as partidas que eu havia jogado me serviram como treino e consegui me adaptar melhor a regra, a mesa grande e aos botões lisos. Quando finalmente começou o campeonato, o comentário é que havia dois favoritos, Luciano e Roberto Bueno, era eles e mais oito por duas vagas na divisão especial, em turno e returno, por pontos corridos. No final, terminei Campeão sem perder nenhuma partida das 18 que joguei e isso me deixou eufórico, consegui a tão sonhada vaga na Divisão Especial da APFM. Luciano terminou em segundo lugar.

1985

Diferente do que estava previsto, a diretoria técnica da APFM, decidiu aumentar o número de participantes na divisão especial, alguns que não se classificaram na divisão anterior também foram chamados para fazer parte da elite na temporada. Em 1985, o jogo de botão se tornou um jogo sério para mim, passou a se chamar “Futebol de Mesa”, os adversários não seriam mais os mesmos, o grau de dificuldade aumentara consideravelmente. A partir de março eu teria que enfrentar jogadores da divisão especial de uma das associações com nível técnico mais elevado do Rio Grande do Sul. Na APFM não era um ou dois jogadores que se destacavam, eram mais de dez, sendo assim, no primeiro ano, os momentos que antecediam as partidas eram bastante tensos para mim, diante de nomes como, Alexandre Gomes, Aldyr, Pierobom, Zé Felipe, Marcelo Conceição, Figueira, Getúlio, Luís Fernando, Zilber, Malhão, Jader Morales, os irmãos Larrossa e muitos outros grandes botonistas. Não lembro exatamente, mas em 1985 a divisão especial tinha 30 botonistas, a cada sábado era uma pedreira, entretanto ao final da temporada, tive uma campanha muito satisfatória, ficando posicionado perto do décimo lugar, o que no meu entendimento estava excelente para um estreante. Ainda no ano da estreia, tive a oportunidade de disputar o meu primeiro estadual especial, já que ele foi organizado pela APFM. Joguei três partidas, uma vitória por um gol sobre Adriano de Bagé, uma derrota por um gol para Luís de Alegrete e um empate sem gols com Ricardo Bodur, representante do extinto Clube Botonístico Porto Alegre. Com estes resultados, fui eliminado na primeira fase da competição. Apesar da eliminação, jogar esse tipo de torneio me fez sentir uma adrenalina diferente, era um motivo a mais para aumentar a paixão pelo esporte. O estadual de 85 foi vencido por um lendário botonista Jaguarense, conhecido pela agressividade na mesa, por chutes, cavadas e cortes improváveis, Álvaro Acosta, o Pitchon, ele votará a ser citado nessa história. O segundo lugar foi de Jader Morales da APFM.

Lisos e Cavados

O ano de 1985 também ficou marcado na minha memória porque foi quando os botonistas da APFM seguindo os de outras associações começaram a cavar os seus times. Primeiro alguém cavou o centro- médio depois outro cavou os dois zagueiros, logo apareceu uma defesa inteira cavada e depois, a maioria cavou o time todo, com exceção dos dois pontas e por último, todos cavaram também os pontas.



















Em janeiro de 1986 aconteceu em Pelotas, organizado pela APFM, o XIII Campeonato Brasileiro, com 96 participantes de todo Brasil. Eu não imaginava que pudesse haver uma competição como aquela, com tantos botonistas e de várias partes do Brasil, o meu entusiasmo pelo jogo só aumentava cada vez que me deparava com a grandeza do futebol de mesa. Eu e Zé Felipe fizemos alguns treinos, ele para tentar vencer a competição e eu para não fazer feio. O meu jogo aos poucos evoluía e se não podia me imaginar na zona de premiação, pelo menos nunca fui saco de pancada, era o que eu pensava naquele momento. Os objetivos por pouco não atingiram o alvo, Zé Felipe foi terceiro colocado, depois de campanha brilhante e semifinal equilibrada contra Roberto Larrossa, decidida nas penalidades. Eu joguei as três partidas da primeira fase, conseguindo resultados semelhantes ao do estadual do ano anterior, empate em um gol (foto) com Maroninha da AFUMEPA, derrota por três gols a dois para Serrinha da Bahia e vitória por dois gols a zero sobre Pitchon, talvez tenha vencido esta partida por respeitar demais o então, atual campeão do Rio Grande do Sul. Na final, Aldyr segurou o empate com Larrossa e sagrou-se o grande campeão brasileiro. Durante o campeonato, conheci Ronir Oliveira e Mário Constantino, o Mané, entre outros. Os dois se tornaram meus primeiros amigos do futebol de mesa de fora de Pelotas, tenho muito carinho e admiração por eles.

Depois dos primeiros meses de convívio com o pessoal da APFM, das experiências vividas em viagens e torneios, das amizades decorrentes disso, tornou-se impensável a minha vida sem o futebol de mesa, eu estava inteiramente seduzido por tudo que fazia parte deste meio, depois da minha família, dos meus amigos e do meu trabalho, o futebol de mesa passou a ser a coisa mais importante.

Nos anos seguintes não foi diferente, fui aos poucos me identificando com alguns personagens e os laços de amizade se fortalecendo, as viagens se tornaram frequentes e histórias extraordinárias se sucederam. Todas elas seriam contadas exaustivamente nos churrascos das quintas feiras na casa do Luis Fernando Silva, motivo de momentos hilários, tendo como mais frequente personagem, o nosso CHEFE, Zilber.

Certa vez, Rodolfo, filho de Jorge Malhão disse: - não entendo! Vocês se reúnem todas as quintas feiras, contam sempre as mesmas histórias e em todas riem.

Claro que Rodolfo não entende. A maioria das histórias que contamos dos bastidores do futebol de mesa são motivos para rir muito, e por toda à vida (risos).

À medida que passa o tempo e os anos, fica evidente que o campeonato da APFM realmente era muito difícil, entretanto, aos poucos fui galgando melhores classificações, embora sempre ficando fora do G4. No ano de 1990, consegui classificação para a minha primeira Taça RS, juntamente com Sérgio Pierobom, o juiz foi o Chefe, naquela época, ele ainda não era Chefe, embora mandasse na maioria dos comparsas. A Taça seria realizada dias 5, 6 e 7 de dezembro, e o meu aniversário era exatamente dia 6. Fiz uma bela campanha na fase classificatória, mas faltando três rodadas para o final da fase, fui derrotado por Rubens de Passo Fundo por dois gols a um e folgava na última rodada, restava-me vencer o invicto Pitchon e torcer para que ninguém me passasse na última rodada, mas, certamente ninguém apostaria nisso, ele estava em grande fase. Ao devolver a bola na saída do meio de campo, Pitchon deu um repique e a bola sobrou para Pedro Omar, número 5, cavador. No capricho, acertei o cantinho e resisti até o final, não houve mais chances de gol para lado algum. Depois dos resultados da última rodada, Rodney Custódio e outro botonista que não lembro, foram eliminados e Breno Kreuzner alcançaria a mesma pontuação minha, a vaga seria decidida em pênaltis. Converti três e Breno um, eu estava em uma semifinal com Paulo Schemes , na outra se enfrentariam Pitchon e Luis Eduardo Machado, o Careca. Paulo Schemes comete um erro e sobra um chute lá de trás para Pedro Omar, a bola passa entre vários botões e entra em um pequeno canto, inesperadamente. No segundo tempo muita pressão, Paulo veio para cima, teve duas chances, mas aquele era o meu dia, eu estava na final e pela terceira vez teria que encarar o grande Pitchon. Inicio de jogo, cavo uma bola no meio de campo, pelo meu lado esquerdo, resolvi atravessá-la para a direita entre os botões que estavam ainda posicionados junto à linha do meio de campo, para tirar o lateral esquerdo adversário, já que o zagueiro não estava mais em sua posição. Pitchon prefere devolver com o centro-médio, pega de raspão e a bola sobra para Helinho, número 7, gol. O resto do primeiro tempo foi uma pressão infernal, mas consegui segurar o 1 x 0. No segundo tempo, novamente Pitchon vem para cima, cortando e cavando tudo, mas eu também acertava tudo, até que ao cavar uma bola em sua área, ele teve a infelicidade da bola voltar em sua mão, Pênalti, 2 x 0. Em seguida, sobra uma bola para o meu lateral esquerdo Renato, 3 x 0.

Pitchon era um botonista que eu temia, talvez o único. Eu havia ficado muito impressionado com jogos que assisti dele, para mim era o mais agressivo de todos e dominava com maestria todos os fundamentos, creio que não era só eu que pensava assim, mas o fato de respeitá-lo demasiadamente, talvez tenha me credenciado a vencê-lo. Dois ou três anos atrás, soube que ele jogaria um torneio no COP, saí de casa e fui vê-lo jogar, tamanha a admiração que tenho por ele e pelo jogo dele. Se tivesse que citar os cinco maiores de todos os tempos, Pitchon certamente estaria na minha lista.

Depois de eu ganhar a Taça RS, em 92 fomos campeões por equipe em Passo Fundo, sobre o COP, Eu, Alexandre Gomes, Figueira e Luis Fernando Silva. Em 93 numa final nervosa e com grande torcida, novamente vencemos o COP e nos sagramos bicampeões, mas Said substituiu Figueira. Na final, o empate dava o título ao COP, faltando 7 minutos para o fim, todos os jogos estavam empatados em zero, Marcão faz uma cobertura curta e sobra uma bola muito apertada para Helinho 7, ele novamente. Olhei de perto, a única possibilidade era a bola entrar no canto superior direito, talvez num espaço de um centímetro quadrado, eu supunha. Foi exatamente ali que a bola entrou, idêntico ao gol contra Maroninha (com mais perigo de falta), este foi o gol mais emocionante que eu fiz, sem dúvida alguma, parecia que o ginásio viria a baixo, vibramos muito e conseguimos o bicampeonato, em casa. No ano seguinte, perdemos a final para o SCRG, fomos vice (Osmar, Alexandre, Gustavo e Aldyr), o tri consecutivo passou raspando para a nossa equipe. Em 96 seriamos novamente vice (Osmar, Alexandre, Zilber e Aldyr), perdendo por um tento a zero para Santa Vitória.

Em 93 consegui meu único título interno da APFM, num hexagonal final contra Alexandre, Bira, Aldyr, Gustavo e Figueira.

Logo depois disso, o meu afilhado mais velho, Marcelo Iost Vinhas, começou a fazer parte desta história e por um bom tempo me dediquei aos juvenis da APFM, organizava campeonatos aos domingos pela manhã e muitos daqueles garotos são hoje meus companheiros de futebol de mesa. É claro que não fui só eu que fiz isso, mas tive a felicidade de participar da iniciação de vários de nossos meninos, sobretudo de Marcelo.

A APFM era uma associação muito forte e muito grande, no início de1997 tinha perto de 50 botonistas, quantidade difícil de administrar em um ambiente competitivo. Havia grupos distintos, o que é natural. Por ter posicionamento diferente em relação a uma determinada questão, o grupo a que eu pertencia decidiu sair e fundar a Academia de Futebol de Mesa.

ACADEMIA DE FUTEBOL DE MESA

Fundada em 8 de abril de 1997, a Academia começa suas atividades com um grupo não muito grande, mas com objetivos bem definidos, formar um grupo de amigos, para jogar futebol de mesa , se divertir e nas quintas feiras comer churrasco e contar histórias, até os dias de hoje não é diferente.

Logo se juntaram aos fundadores, os filhos e os sobrinhos e assim, já estávamos formando um grupo para o futuro, Jorge Malhão dizia que era a nova geração, mas equivocadamente, se incluía nela (risos). Os meninos que participavam dos campeonatos nas manhãs de domingo, logo começaram a nos dar alegria. Por três ou quatro anos acompanhei-os de perto, sobretudo porque meu afilhado competia ainda nos Juniores. Caminhei muito na volta das mesas, monitorando os nossos futuros campeões, embora Marcelo tenha conquistado seu primeiro grande título na minha ausência. Campeão Estadual de Juniores em Bagé no ano de 2001. Acho que foi Sérgio de Oliveira que me disse, “ainda bem que tu não estavas lá”, indiretamente me chamando de pé frio (risos). Para minha alegria, muitos outros viriam a seguir, ele saberia trilhar estes caminhos.

Sérgio Pierobom foi o primeiro, Michel Pierobom o segundo e eu fui o terceiro a vencer o campeonato da Academia, em 1999 e outra vez em 2002. Na verdade, embora eu não entregue a rapadura com facilidade, eu já estava bem satisfeito com o que havia conseguido no futebol de mesa. Entretanto, nos anos de Academia, tive boas participações em campeonatos estaduais especiais, mas foi na categoria sênior que consegui mais uma final. Em 2010, ao vencer o grande Paulo Schemes por um gol a zero, conquistei o Estadual Sênior. No liso sênior, também em 2010, fui surpreendido na final por Breno Kreuzner, dois gols a um, ficando com o vice.

Em 1999, depois de perder nos pênaltis as quartas de final do Brasileiro de Natal em uma mesa embarradíssima, decidi que a partir daquele ano, só disputaria brasileiro na categoria liso. Nos anos seguintes, outros jogadores também começaram a mostrar interesse por essa categoria e por esse motivo, logo a AFM Caxias estaria filiada a FGFM, trazendo de volta ao calendário da Federação, disputas de campeonatos da modalidade lisos. E foi assim que a mundo do futebol de mesa pode conhecer pessoas muito especiais, os Caxienses.

A partir de 2007, a Academia incluiu em seu calendário a modalidade liso e passou a ter campeonatos regulares. Em 2011, prioriza a modalidade, deixando para o cavado, apenas torneios de fim de semana. Assim se consolida a presença do meu segundo e querido afilhado na Academia, Otávio Iost Vinhas, minha felicidade estava completa.

Duas historinhas verdadeiras

“Num domingo de manhã, após um torneio em Santa vitória, voltando do Chuí, estávamos no carro de Zilber, o próprio, Eu, Marcelo Conceição, Ronir e um pote de 5 kg de ‘dulce de leche’. De repente, Eu, Ronir e Marcelo sentimos uma vontade incontrolável de provar o doce do Chefe, que negou com veemência, argumentando que não tinha colher. Foi em vão a veemência, comemos com réguas e até com os dedos (risos), para lamúria do nosso Chefe”.

“Certo dia, eu estava na casa de amigos, na praia do Cassino, ao olhar para rua, vejo um menino, caminhando, chutando pedras e falando sozinho. Dias depois, através de amigos em comum, o menino soube que eu jogava futebol de mesa, não tardou a me questionar a respeito. Sabendo da novidade, disse que queria jogar uma partida. Ciente da ingenuidade do menino, aliviei, fiz com que o placar não passasse de um 2 x 2, para não desanimá-lo. No dia seguinte, soube que a noticia que o menino espalhara era que tinha empatado com o Osmar, o nome do menino era Pedrinho.”

Quando menino, ou quando jogava na garagem, não imaginaria o quanto de alegria e felicidade estaria por vir com o jogo de botão, certamente a minha vida esportiva teria sido bem diferente sem os amigos do futebol de mesa.

Obrigado a todos os grandes amigos que conquistei no futebol de mesa, desde menino e até os dias de hoje, não os relaciono aqui porque corro o risco de cometer alguma injustiça esquecendo algum, todos se sentirão citados nessa história, com toda certeza.

Um forte Abraço.